Sem vaga em hospital estadual em Araruama, cinco pessoas estão internadas na UPA da cidade há mais de dois dias

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Segundo o Prefeitura, Hospital Estadual Roberto Chabo não possui leitos disponíveis para internação de pacientes com alta complexidade.

Cinco pessoas estão internadas na Unidade de Pronto de Atendimento (UPA) de Araruama, na Região dos Lagos do Rio. De acordo com a Prefeitura, elas são consideradas pacientes de alta complexidade e deveriam ter sido transferidas para hospitais estaduais, já que os atendimentos nas UPAs podem durar, no máximo, 48 horas. Entretanto, o município foi informado que não existem vagas para este tipo de internação no Hospital Estadual Roberto Chabo, que fica na cidade. O Estado não se manifestou sobre essa informação.
De acordo com a Prefeitura, leitos de internação para paciente de alto risco de complexidade não existem na rede municipal de saúde. Em Araruama, só há leitos para pacientes clínicos. São apenas 25 no Hospital Municipal Prefeito Armando da Silva Carvalho, no distrito de São Vicente.
Em nota enviada à equipe de reportagem do RJ Inter TV, a Secretaria de Estado de Saúde informou que:
“Cirurgias eletivas de alta e média complexidades são feitas nas unidades estaduais e federais, de acordo com o perfil de cada estabelecimento. O Hospital Estadual Roberto Chabo é uma unidade de perfil de alta complexidade, atendendo toda a população referenciada da Região da Baixada Litorânea do Rio de Janeiro nas áreas de trauma, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, emergências de neurocirurgia, ortopedia, cirurgia geral, oftalmologia e bucomaxilofacial”.
Dona Nezi, de 104 anos, está internada desde quinta-feira (28) na UPA de Araruama com um quadro grave de pneumonia, segundo familiares. De acordo com a filha, Maria Izabel, foram quatro entradas na unidade até a internação.
“Eu vi que ele (médico) não fez um exame mais proximo à alta. Ele não tinha o exame do dia pra saber como ela (Dona Nezi) estava, para poder dar alta. Ai veio outra médica e suspendeu a alta, fez um laudo e disse que ela precisava ir para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas ela continua na UPA, porque dizem que não tem hospital que tem UTI”, relatou Maria Izabel.

Fonte: g1.globo.com

Foto: abi.org.br

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